Santo Franciscano do dia: B. Bártolo de S. Gimignano B. Bártolo de S. Gimignano

Sacerdote da Ordem Terceira de São Francisco (1227-1300), com culto público aprovado por S. Pio X (27-04-1910).

Bártolo, ou Bartolomeu, nasceu em 1227 no castelo feudal dos condes de Múquio, próximo de S. Gimignano, na província de Sena. Desde jovem se consagrou ao serviço de Deus, contra a vontade expressa do pai, que nunca tolerou no filho semelhante forma de vida.

Bártolo transferiu-se para Pisa, e durante um ano foi hóspede dos beneditinos de S. Vito. Depois entrou na Ordem Terceira de São Francisco e foi para Volterra, onde o bispo quis que ele se ordenasse sacerdote e o nomeou capelão e depois pároco. Atacado de lepra, retirou-se para uma leprosaria próxima de S. Gemignano, onde viveu vinte anos e mereceu, pela paciência demonstrada em suportar a enfermidade, o sobrenome de “Jó da Toscana”.

Nunca se acabará de admirar o maravilhoso florescimento espiritual verificado no século XIII, nascido da palavra e do exemplo de S. Francisco, alimentado na Primeira Ordem dos Frades Menores, na Segunda Ordem das Clarissas, e sobretudo na Ordem Terceira, fundada pelo Santo de Assis para pessoas leigas e casadas, e por meio da qual o espírito franciscano penetrou e renovou a vida da sociedade, no campo religioso, civil e social.

A Ordem Terceira de São Francisco pertenceram personalidades da mais elevada categoria na história, como S. Luís IX, rei de França, Santa Isabel de Hungria, S. Fernando, rei de Castela, figuras eminentes na arte e na cultura, como Giotto, pintor, e Dante, poeta.

Que dizer de tantos que viveram num estrato inferior, mas não menos fecundo à sombra dessas grandes árvores? Terceiros como o B. Luquésio e sua esposa Buonadonna, comerciantes; Santo Ivo da Bretanha, advogado dos pobres; Santa Margarida de Cortona, pecadora e penitente... Mas há ainda figuras mais modestas e até pitorescas, como o B. Novélio, escrupuloso e devoto sapateiro; o B. Pedro Penteeiro, silencioso negociante de pentes; e finalmente o nosso B. Bártolo Buonpedoni, de ao pé de S. Gemignano.

Durante 20 anos como pároco maravilhou e edificou o povo pelo seu zelo excepcional, pela extraordinária caridade para com os pobres. Até que aos 50 anos foi contaminado pela lepra e se recolheu numa gafaria, onde deu nas vistas pela paciência a toda a prova, e mais que paciência, dir-se-ia mesmo felicidade manifestada, a “perfeita alegria” resultante da dura tribulação.

Morreu com 73 anos em 1300, e foi sepultado em S. Gemignano na bela igreja de Santo Agostinho, tendo disseminado pelo mundo não gérmenes da sua doença, mas gérmenes de alegria cristã, espargidos pela serenidade da sua alma franciscana.

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