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25/11/2016 Pe. Francesco Sorrentino O sacramento da reconciliação: contribuições teológico-pastorais Este artigo ressalta, em primeiro lugar, a gratuidade do amor de Deus, que se faz presente no sacramento da reconciliação. Em seguida, quer oferecer uma compreensão teológica do pecado e da conversão e, finalmente, tenta apontar possíveis desdobramentos catequéticos, litúrgicos e pastorais.
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 Introdução

Aproxima-se o encerramento do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Desde a proclamação do Ano Santo, o papa Francisco exortou-nos para que, “com convicção, ponhamos novamente no centro o sacramento da reconciliação, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia” (MV 17).

Apesar de todos os sacramentos serem canais de transmissão da Misericórdia de Deus, essa função é desempenhada, por excelência, pelo sacramento da reconciliação. Contudo, “nenhum outro sacramento esteve e ainda está em tão sério perigo como o sacramento da reconciliação; isso talvez por causa de seu rígido esquema ritual e de uma praxe mais ou menos legalista, dissociada da vida” (HÄRING, 1998, p. 32). Além disso, em muitas paróquias já não é praticado como antigamente. Quem até décadas passadas se confessava com frequência atualmente não se confessa mais.

Diante dessas observações, percebe-se a relevância do tema abordado nas páginas que seguem.

  1. Reconciliação: sacramento do amor primeiro de Deus

O Novo Testamento conceitua a plenitude do amor entre Deus e o ser humano e dos seres humanos entre si por meio do termo “ágape”, que indica um amor descentrado de si, totalmente voltado ao bem do outro, oblativo e gratuito (Mt 5,38-48). Este amor que não conhece fronteiras é o eixo hermenêutico de toda a mensagem cristã. João escreve:

Nisto se manifestou o amor de Deus por nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo para que vivamos por ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele quem nos amou e enviou-nos o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados (1Jo 4,9-10).

Trata-se de um “amor primeiro”. Brota, exclusiva e diretamente, da bondade de Deus. Não é suscitado pelas qualidades humanas. Paulo o explicita muito bem quando afirma: “Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,8). Tal afirmação possui como pano de fundo a visão hebraica de misericórdia, ligada ao útero materno, onde a vida humana é amada e acolhida antes de nascer e de poder retribuir. Nesse sentido, então, Paulo escreve a Tito:

Mas quando a bondade e o amor de Deus, nosso Salvador, se manifestaram, ele salvou-nos não por causa dos atos justos que houvéssemos praticado, mas porque, por sua misericórdia, fomos lavados pelo poder regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele ricamente derramou sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que fôssemos justificados pela sua graça e nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna (Tt 3,4-7).

O sacramento da reconciliação torna visível este amor primeiro de Deus que se manifestou em Jesus Cristo: “Tudo nele fala de misericórdia. Nele, nada há que seja desprovido de compaixão” (MV 8). Por isso, antes da confissão dos pecados, vem a confissão do amor gratuito de Deus ou, para usar uma expressão da Igreja oriental, a confessio laudis.

Confissão dos pecados para o louvor da misericórdia divina, da qual resulta a conversão para uma espiritualidade na qual o homem que foi perdoado continua louvando a Deus na sua vida, principalmente por causa da sua pronta disposição para perdoar, restabelecer as relações desarticuladas, tornando-se um instrumento de paz e de reconciliação para a vida inteira (HÄRING, 1998, p. 36).

Na dinâmica desse sacramento, o primado não é do arrependimento do ser humano, apenas após o qual seria seguido pelo perdão de Deus. Se fosse assim, o “ágape” divino perderia sua dimensão de gratuidade, porque estaria submisso ao bem-querer humano. Cair-se-ia numa forma legalista de celebrar a reconciliação. Na realidade, o arrependimento do pecador é possível porque a bondade de Deus o precede.

Na parábola do Pai Misericordioso (Lc 15,11), é evidente que, antes da tomada de consciência do próprio pecado, o que move o filho ao retorno à casa paterna, se por um lado é a fome, por outro é a lembrança da bondade do pai até com os empregados, aos quais oferece comida com fartura (Lc 15,16-17).

Finalmente, só com base em uma visão que prioriza a gratuidade do amor de Deus será possível recuperar a dimensão pascal do sacramento da reconciliação. Com efeito, o perdão dos pecados, a intervenção de Deus que perdoa em nossa existência, acontece – antes de tudo e uma só vez por todas e apenas – na Cruz de Cristo; todo o resto é só o tornar-se eficaz dessa ação reconciliadora de Deus em Cristo (Rahner apud RAMOS-REGIDOR, 1989, p. 293).

Dissociado do evento pascal, do qual é sinal, o sacramento da reconciliação se reduz a mero ato judicial no qual o pecado só espera sua condenação. Numa perspectiva pascal, o pecado qualifica-se como “feliz culpa”, isto é, a oportunidade para experimentar o perdão salvador de Deus. Nesse sentido, pode ser considerado a porta de acesso ao sacramento da reconciliação.

  1. O pecado: porta de acesso ao sacramento da reconciliação

Quando o assunto é “pecado”, a pastoral se encontra diante de dúplice desafio. Por um lado, percebe-se certa necessidade de superação da visão tradicional objetivista que apresentava as coordenadas necessárias para pautar a vida moral. Sabe-se que a modernidade é contrária a uma objetividade que não envolva o todo do ser humano. Por outro lado, sabe-se que uma negação da realidade do pecado levaria a uma desvalorização da redenção de Jesus Cristo e a uma relativização da responsabilidade humana diante do mal que acontece (cf. LIBANIO, 1976, p. 15).

Do ponto de vista da fé, o pecado, antes de ser uma transgressão de normas e preceitos, é um estado no qual a pessoa, livre e espontaneamente, se encontra no relacionamento com Deus. O Antigo Testamento o identifica como orgulho do ser humano diante de Deus (Gn 11,1-9; Dt 7,25; 11,35) e causa de relação perversa com Deus (Gn 2,18-23), com a natureza (Gn 4,24) e com o semelhante (Gn 4,8). Dessa forma, o pecado, traduzido com o hebraico het’ (lit. “errar o alvo”), impede a pessoa de alcançar seu objetivo, distorcendo seu juízo sobre a realidade. Para o Novo Testamento, o pecado é realidade que jaz no coração humano (Mc 7,21ss); como uma força que leva a preferir as trevas à luz (Jo 3,19), e se manifesta como ódio, homicídio e mentira (Jo 8,4; 1Jo 3,12-15). Desde Adão, escraviza o ser humano e em Cristo encontra sua superação (Rm 5,12-19; 7,1-25) (MACKENZIE, 1984, p. 705-709).

Quanto mais o homem se fecha em si, menos aberto se encontra diante de Deus, menos possibilidade tem de compreender o pecado. Daí que, teologicamente falando, o pecado, sendo a negação do amor, o fechar-se em si mesmo, provoca naturalmente a atitude paradoxal de sua autoignorância. Quanto mais pecador, tanto menos se sente pecador. No momento em que alguém se julga realmente pecador, nesse momento a graça de Deus o atingiu e ele começou a caminhada de ascensão do pecado para a graça e se torna de fato menos pecador. Afirmar que quem vive de fato no pecado não aceita o pecado é uma tautologia. Ele é uma realidade teológica que só pode ser entendida à luz da Revelação, sob o influxo da graça (LIBANIO, 1976, p. 22).

A correta interpretação teológica cristã de ser pecador começa quando a pessoa se encontra com a certeza de que “Deus é amor” (1Jo 4,8). Tal hermenêutica não se satisfaz com a análise do sentimento de culpa. Vai além da dimensão meramente psicológica. Consegue mostrar que, diante do “não” do ser humano (a experiência de pecado), há um “sim” perene, pronunciado por Deus em Jesus Cristo (a salvação).

Nesse sentido, então, o pecado pode ser considerado, metaforicamente, a “porta” de acesso ao sacramento da reconciliação, onde “Deus não se cansa de estender a mão” (MV 19). Para muitos, infelizmente, esse caminho de retorno libertador a Deus parece ficar fechado. E as razões são diversas.

A dificuldade de aceitar existencialmente como pecado pessoal algo estipulado como tal nos questionários dos exames de consciência tem levado, entre outras razões, a uma queda bem notável na prática do sacramento da penitência, mesmo por parte de pessoas que antigamente se confessavam com frequência. Houve um esvaziamento da concepção antiga de pecado, ainda que muitas vezes não percebido, que não foi preenchido por uma visão mais real, mais autêntica, mais exigente. Não menos funesta tem sido uma benignidade sentimental dos confessores, que confundem compreensão, abertura, com o minimizar da realidade tremenda do pecado. Outros não menos esclarecidos continuam atormentando as consciências com uma casuística que corresponde a uma visão do homem de outra época (LIBANIO, 1976, p. 22).

Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o papa Francisco ressalta, entre outras coisas, a urgência de renovado empenho na celebração do sacramento da reconciliação. Tal empenho exige confessores prontos para ser “sempre e por todo lado, em cada situação e apesar de tudo, o sinal do primado da misericórdia” (MV 17), para que, no sacramento da reconciliação, o pranto do pecado se transforme, verdadeiramente, na alegria da conversão.

  1. A conversão: porta de saída do sacramento da reconciliação

 Não basta entrar no sacramento da reconciliação pela porta do pecado. É necessário sair pela porta da conversão.

Não é totalmente ausente da mentalidade cristã contemporânea uma compreensão grosso modo legalista da conversão […]. O momento celebrativo sacramental precisa se inserir numa continuidade de atenção espiritual e pastoral no qual se traduza o cuidado para uma conversão real e profunda, o cuidado para um contínuo aprofundamento da vida de fé e, igualmente, para um contínuo afinamento da sensibilidade ética e da capacidade de escolha moral positiva (BASTIANEL, 1990, p. 147, tradução nossa).

É útil recuperar o sentido bíblico da conversão. Para o Antigo Testamento, converter-se é muito mais do que reconhecer o próprio pecado e arrepender-se. Significa, positivamente, dirigir-se para Javé. Comporta a obediência à sua Lei e à voz de seus profetas, fugindo da idolatria. Afinal, consiste em restabelecer a aliança rompida com uma resposta livre do ser humano ao convite generoso de Javé, o primeiro que se converteu à humanidade (cf. MARCHETTI-SALVATORI, 2012, p. 605). Não há dúvida: a conversão se realiza por meio da saída de si mesmo.

O perigo básico de nossa vida consiste em girarmos demais ao redor de nós mesmos, apenas nos perguntando o que a vida pode nos dar. Assim, as coisas sempre se concentram em nós e em nosso bem-estar. Para Jesus, esse é um caminho equivocado que leva a um beco sem saída (GRÜN, 2006, p. 59).

Por isso, ele começa a atividade pública convidando à conversão, à metanoia, isto é, à mudança de mentalidade: “Convertam-se (metanoeite) e acreditem no Evangelho, porque o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15). Segundo o Novo Testamento, o motivo básico dessa mudança não somos nós, e sim a proximidade do Reino de Deus. É a pertença a esse Reino que determina a conversão como experiência de ressurreição ou vida nova, até a ponto de poder dizer com Paulo: “Não sou mais eu que vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gl 2,20), ou também: “O que sou, devo-o à graça de Deus, e a sua graça não foi vã a meu respeito; pelo contrário, eu trabalhei mais do que eles todos: não eu, mas a graça de Deus que está comigo” (1Cor 15,10).

O sacramento da reconciliação deve conduzir a essa sinergia entre a graça de Deus e a liberdade humana, para chegar a um seguimento real e radical de Jesus Cristo. Nesse sentido, a Introdução Geral ao Sacramento da Penitência afirma: “Para que este sacramento de salvação produza realmente seus efeitos nos fiéis cristãos, deve lançar raízes em toda a sua vida, impelindo-o a servir com maior fervor a Deus e aos irmãos” (IGSP 7). Com efeito,

o valor fundamental que deve sempre estar presente, na prática e na teologia da penitência, é a conversão, como dimensão própria da vida do cristão, já que a Palavra de Deus nos revela todos como pecadores e continuamente necessitados de conversão e de reconciliação. O sacramento da penitência, como toda outra forma eclesial de viver este valor, não teria sentido se não fosse autêntica realização da conversão. Utilizando terminologia tradicional, poder-se-ia dizer que é mais importante a “res sacramenti” (a conversão e a reconciliação do cristão) do que o “sacramentum” (sua celebração eclesial) (RAMOS-REGIDOR, 1989, p. 353).

Da graça da conversão, ninguém é excluído. Na Misercordiae Vultus, o papa Francisco lançou um apelo de conversão até para quem cometeu crimes graves:

Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração. Diante do mal cometido, mesmo crime grave, é o momento de ouvir o pranto das pessoas inocentes espoliadas dos bens, da dignidade, dos afetos, da própria vida. Permanecer no caminho do mal é fonte apenas de ilusão e tristeza. A verdadeira vida é outra coisa. Deus não se cansa de estender a mão. […] Basta acolher o convite à conversão e submeter-se à justiça, enquanto a Igreja oferece a misericórdia (MV 19).

Em suma, a conversão tanto de quem cometeu crimes graves quanto de quem cometeu erros leves não fica enclausurada numa dimensão intimista. Manifesta-se numa vida pautada pelo Evangelho, que nos leva a ser “misericordiosos como o Pai” (cf. Lc 6,36), isto é, a sair do próprio egoísmo para assumir a vida do outro e, sobretudo, do outro desvalido.

O sacramento da reconciliação, então, não termina com a absolvição. Continua a ser celebrado ao lado dos últimos e empobrecidos, cuja dignidade foi desfigurada pelo nosso pecado pessoal e social, ou estrutural. Quem se reconcilia com o Pai deve se reconciliar também com os irmãos e irmãs e, sobretudo,

abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática. Quantas situações de precariedade e sofrimento presentes no mundo atual! (MV 15).

Conclusão

É necessário, conforme o papa Francisco escreveu na Misericordiae Vultus, que “a palavra do perdão possa chegar a todos, e a chamada para experimentar a misericórdia não deixe ninguém indiferente” (MV 19). Tal meta exige uma reconsideração do sacramento da reconciliação à luz de três dimensões: catequética, litúrgica e pastoral.

A dimensão catequética resgata o sentido salvífico e eclesial da reconciliação sacramental. A recuperação do sentido salvífico mostrará a reconciliação como evento pascal e encontro com Jesus Cristo, que não veio para chamar à conversão os justos, mas os pecadores (cf. Lc 5,32). A reafirmação do aspecto eclesial terá a vantagem de evidenciar o horizonte comunitário que possui tanto o pecado quanto a reconciliação. Se, por um lado, o pecado de um só fere toda a comunidade, por outro lado, a busca de perdão se encontra com a reconciliação que a comunidade toda lhe concede por meio da celebração sacramental.

Reconsiderar o sacramento da reconciliação à luz da dimensão litúrgica comporta manter vivo o espírito de renovação litúrgica do Vaticano II, que, a respeito desse sacramento, exorta para que “os ritos e as fórmulas da penitência sejam revistos de tal forma que exprimam mais claramente a natureza e o efeito deste sacramento” (SC 72), permitindo uma visibilidade maior da reconciliação do penitente com a comunidade e o exercício do sacerdócio de toda a comunidade (cf. RAMOS-REGIDOR, 1989, p. 363). Nessa perspectiva, o Novo Ritual da Penitência contempla três formas de celebração do sacramento: 1) reconciliação individual dos penitentes; 2) reconciliação de vários penitentes com confissão e absolvição individuais; 3) reconciliação de vários penitentes com confissão e absolvição geral.

A celebração comunitária da reconciliação é ainda uma opção pouco explorada. Às vezes, é adotada mais pela carência de ministros ordenados do que pelo valor que tal forma celebrativa tem em si. Quando isso acontece, dois perigos podem surgir. O primeiro é que, por causa de um número excessivo de penitentes, a confissão individual aconteça de forma mecânica e apressada. O segundo é que, em vez de ser uma celebração de comunidade, se torne uma celebração de massa, com perda do empenho pessoal de conversão de cada membro (cf. RAMOS-REGIDOR, 1989, p. 366-367). Já em 1977 os Bispos do Brasil, no documento Pastoral da penitência, alertavam:

As celebrações podem tomar caráter autenticamente comunitário ou ter apenas cunho coletivista. Um exame de consciência individualista considera só sua relação com Deus, faz da celebração ato coletivo, mas não comunitário. À medida que todos tomam consciência da dimensão comunitária do pecado e de suas implicações sociais e querem contribuir para que a comunidade saia do pecado, então temos uma celebração comunitária (CNBB, 1977, p. 406).

Para dar continuidade ao espírito do Ano Santo da Misericórdia, será muito proveitosa a revalorização de outras celebrações de reconciliação não sacramentais, como as liturgias penitenciais, que podem ser vividas em pequenos grupos ou famílias.

A terceira e última dimensão à luz da qual queremos reconsiderar o sacramento da reconciliação é a pastoral. Sabe-se que, a partir do Vaticano II, a moral rompeu o esquema individualista tradicional, assumindo uma concepção mais personalista e comprometida com a história. À medida que o sacramento da reconciliação atingir também os pecados sociais e estruturais, seguirá uma ação pastoral sempre mais moldada por uma reconciliação transformadora que não deixará as coisas como estão.

Nesse sentido, é ainda valida a exortação que o papa Francisco nos dirigiu no começo do Jubileu Extraordinário da Misericórdia:

Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade, e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor de nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo (MV 15).

Dessa forma, a comunidade, alimentada pelo perdão recebido no sacramento, faz-se sinal da gratuidade do amor de Deus para os que vivem às margens da sociedade e da Igreja.

Bibliografia

BASTIANEL, S. Conversione. In: COMPAGNONI, F.; PIANA, G.; PRIVITERA, S. (Org.). Nuovo dizionario di teologia morale. San Paolo: Cinisello Balsamo, 1990. p. 145-159.

FRANCISCO, Papa. Misericordiae Vultus: bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. São Paulo: Paulinas, 2015.

GRÜN, A. Penitência: celebração da reconciliação. São Paulo: Loyola, 2006.

HÄRING, B. A dimensão terapêutica da liturgia. Liturgia como terapia, saúde e salvação no universo ritual. In: DAL PINO, F. et al. Liturgia e terapia: a sacramentalidade a serviço do homem na sua totalidade. São Paulo: Paulinas, 1998. p. 23-40.

LIBANIO, J. B. Pecado e opção fundamental. Petrópolis: Vozes, 1976.

MACKENZIE, J. L. Pecado. In: ______. Dicionário bíblico. São Paulo: Paulus, 1984. p. 705-709.

MARCHETTI-SALVATORI, B. Conversão. In: ANCILLI, E. et al. Dicionário de espiritualidade. São Paulo: Paulinas, 2012. p. 605-608. v. 1.

RAMOS-REGIDOR, J. Teologia do sacramento da penitência. São Paulo: Paulinas, 1989.

Pe. Francesco Sorrentino é Missionário do Pontifício Instituto das Missões (Pime), mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Faje (Belo Horizonte-MG). É autor do livro “Em que posso servir?”: o serviço no testemunho de Dom Luciano M. de Almeida (Paulinas, 2015). Na Diocese de Macapá (AP), coordena a Pastoral Universitária e a Equipe a Serviço da Palavra e é vigário paroquial da Paróquia São José. E-mail: sorrentino.francesco@pime.org

Artigo extraído de: Vida Pastoral (edição de novembro-dezembro de 2016)

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