Santo Franciscano do dia: B. João de Montecorvino B. João de Montecorvino

Arcebispo de Pequim, da Primeira Ordem (1244-1328). O seu culto ainda não foi aprovado oficialmente.

Todos são unânimes em afirmar que em toda a história da Igreja não houve figura mais simpática e edificante que a do franciscano João de Montecorvino, primeiro arcebispo de Pequim e primaz de todo o Oriente. Montecorvino era a sua terra natal, perto de Salerno, não longe de Nápoles, na Itália meridional.

Em 1289 foi enviado pelo papa Nicolau IV como Núncio entre os tártaros. Partiu da Táuria, a capital do império mongol na Pérsia, em 1291, e após 13 meses de viagem através da Pérsia e da índia, onde fez o funeral do seu companheiro de missão, o dominicano Frei Nicolau de Pistóia, chegava a Pequim por volta de 1293.

Dez anos mais tarde veio-se-lhe juntar Frei Arnoldo, outro franciscano da província alemã de Colônia. Numa carta datada de 8 de janeiro de 1305, com simplicidade evangélica descreve como 13 anos antes, através da Pérsia e da índia, tinha chegado à China e entregado uma carta do papa ao imperador. Com santa Liberdade atreveu-se a convidar o poderoso monarca a fazer-se cristão. Embora não chegasse tão longe, o imperador mostrou-se tolerante a respeito da religião, e deu a Frei João liberdade para pregar o Evangelho.

A primeira grande consolação do legado papal foi a conversão dum rei nestoriano, Jorge, parente próximo do imperador. Os nestorianos, que em Pequim eram muitos e poderosos, juraram vingar-se de João e do rei Jorge, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, pois muitos seguiram o exemplo do seu rei.

Frei João de Montecorvino trabalhou sozinho durante mais de 10 anos, sem receber qualquer notícia nem dos seus confrades nem de ninguém da Europa. Durante esse período, só na cidade de Pequim batizou cerca de 6.000 pessoas, e muitas mais teria batizado se não tivesse sido vítima duma infame guerra de calúnias por parte dos nestorianos, decididos a arruiná-lo a ele e à sua obra. Durante a longa permanência em Pequim teve a alegria de acolher e abraçar o B. Odorico de Pordenone, que lhe levou notícias da Itália.

O papa, ao ter notícia dos maravilhosos frutos do apostolado de João e da premente necessidade de trabalhadores evangélicos na China, consagrou bispos sete franciscanos que deviam partir para a China e por sua vez consagrariam como seu metropolita o nosso grande missionário, elevado à dignidade de primeiro arcebispo de Pequim. Foi enorme a alegria do bom missionário ao abraçar de novo, depois de tantos anos, três confrades seus, receber notícias da Igreja e da Ordem, e tornar a ouvir a língua da sua pátria.

Com os três bispos sufragâneos, aos quais passado um ano se juntaram outros três, o heroico arcebispo viu multiplicadas as conversões. Só o fundador já tinha batizado mais de 50.000.

Esgotado por tantas fadigas, e alegre por ver em tão grande progresso a sua obra, o ilustre metropolita sucumbiu gloriosamente no campo de trabalho, em 1328, com a idade de 81 anos, depois de mais de 50 de apostolado, de batalhas e de triunfos, que fizeram dele um dos mais famosos apóstolos da China.

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Aniversariantes do dia:
B. João de Montecorvino 17/12 Jhonatan de Jesus Luiz
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