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29/03/2017 Por: Frei Malone Rodrigues Notícias Ministro da Custódia da Amazônia visita Missão da CFMB
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Durante os dias 23 a 25 de Março, Frei Francisco de Assis Paixão, Ministro da Custódia Franciscana São Benedito da Amazônia, visitou os frades da Missão da Conferencia dos Frades Menores do Brasil localizada em Boa Vista, Roraima.

“Vim para visita-los, mas também para escutá-los” – de maneira fraterna e acolhedora Frei Paixão se deteve em conviver com a rotina da missão, juntamente com os frades visitou algumas comunidades da Diaconia Missionária, doentes, como também, algumas lideranças. Um tempo foi reservado para um momento fraterno, foi servido um churrasco pelo frade gaúcho, Frei Pedro Buxel, pároco da Diaconia.

No dia seguinte, logo após a oração, os frades partilharam suas impressões e expectativas sobre a missão. Frei Paixão apresentou algumas expectativas, orientações, bem como, a proposta da visita do ministro Geral da Ordem, Frei Michael Anthony Perry  para o ano de 2017, como também, os preparativos para celebração dos 25 anos da Missão.

Entrevista feita por Frei Malone Rodrigues, missionário da Província São Francisco de Assis do Rio Grande do Sul com Frei Francisco Paixão, Ministro da Custódia da Amazônia.

Luzes que brotam da fraternidade;

Frei Malone: Frei, o senhor é Ministro da Custódia a 6 anos, e o que tu poderia nos partilhar sobre a sua visão desses seis anos sobre a missão da CFMB aqui na Amazônia?

Frei Paixão: Em primeiro lugar eu acho que foi uma tacada interessante da nossa conferência franciscana (CFMB), que através do serviço de missões e o Serviço Interprovincial de Missão e Evangelização (SIFEM), descobriu a possibilidade de fazermos um trabalho conjunto aqui em Roraima, claro a pedido do Dom Aldo Mongiano, IMC (1979-1996). Nós já estamos aqui a um bocado de tempo. Outros bispos da Amazônia queriam a presença dos frades. Agora, o grande desafio é que os bispos querem “padres” e não frades. Tentamos dizer que somos Frades, que a nossa presença, que o nosso testemunho é muito mais importante. A ação pastoral é consequência deste trabalho e não o contrário. E durante todo esse tempo, sempre tivemos esta discussão com alguns frades, que não compreendiam muito bem isso. Que vinham pra cá e acabavam ficando muito atarefados. Mas aos poucos, com algumas reflexões, conseguimos ter sempre fraternidades muito significativas aqui. Aqui nunca se teve funcionários, os frades sempre fizeram os trabalhos tanto domésticos quanto com relação ao cuidado da estrutura da casa. Então, eu creio que a missão Roraima é uma luz para nós franciscanos do Brasil.

Da crise a esperança com os frades gaúchos.

 Frei Paixão: Apesar dos momentos de crise, quando não se tinha a disponibilidade de frades, até acredito que as vezes faltou um pouco de vontade de nossas províncias e custodias, tanto no liberar e no mandar o melhor que tivéssemos. Nesse ponto, tiro o chapéu para a Província São Francisco de Assis, lá do Rio Grande do sul, que no momento que parecia que a CFMB queria fechar a missão aqui em Roraima, os frades gaúchos disseram, ‘não, nós assumimos’, e mandaram três “bons” frades. Foi isso que deu a sustentabilidade da missão até agora. Mas sempre é uma luta na conferência, para conseguirmos pessoas, para manter a presença de três frades aqui. Graças a Deus, temos agora, esta presença assegurada pelos próximos três anos, e não sei o que vai acontecer depois dos 25 anos (risos). A minha esperança, é que continuemos, só que sabemos que existem outras igrejas necessitadas. Eu espero que a CFMB, olhe sempre com carinho para essa missão, porque o nosso trabalho aqui é uma referência até para Ordem.

Uma missão da Fraternidade

Frei Paixão: Aqui não somos nossas províncias ou custódias, somos a Conferência. Precisamos entender que quando trabalhamos não somos nós, somos a conferência. No trabalho aqui na Diaconia é preciso que cada um sinta a fraternidade, pois quando as coisas desandam é porque achamos que nós somos a missão, o serviço. Quando centralizamos, ou fazemos sozinhos. Eu creio que precisamos dar muita atenção para isso. O nosso trabalho é um trabalho que deve ser feito em fraternidade. Essa foi a proposta inicial daqui. Eu sei que muitas vezes a demanda da diocese é tanta que algumas vezes dividiu o trabalho dos frades. Abrangeram muito o serviço pastoral, essa era uma das críticas, que se fazia bastante, ao longo desses anos. Somos humanos, sei que a tentação do frade é essa, não sabe dizer não para o bispo. Por isso que sempre digo; os frades fazem um bom serviço quando estão vivendo bem em fraternidade. O trabalho pastoral flui melhor, da mais luz quando os frades estão em fraternidade. Eu vejo na Custódia, quando tem uma fraternidade onde cada um cuida de si, de fato, a coisa não anda, até desanda. Agora, quando há um esforço de fazer o trabalho em conjunto, as coisas florescem, é bonito e até se torna referência para Igreja local.

Futuro da missão

Frei Malone: E para o futuro frei o que o senhor espera?

Frei Paixão: Olha eu não tenho nenhuma bola de cristal, mas eu acho que o futuro depende muito de nós. Eu acho que a tentação da CFMB de fechar aqui, foi quando a fraternidade não estava andando bem. O pessoal vinha e via que certos conflitos podiam ser evitados, mas não eram. O que acabava fragilizado a fraternidade. Mas, Também, nem sempre vieram bons frades. Frades que vieram com a mentalidade de “fazer missão e não de viver a missão”, e, as vezes, pessoas difíceis de conviver em fraternidade. E nisso, estamos batendo muito, que a Ordem não aceita, ela pede que se envie para as missões os melhores. O nosso melhor!

Compartilhar e divulgar a missão;

Frei Malone: O que tu pensas sobre a divulgação da missão, seja para as províncias ou para o frades?

Frei Paixão: Foi muito pedido, mas vai depender muito da fraternidade aqui. A fraternidade não pode se fechar como ‘se eles não vem aqui, ou não procuram saber então não vamos divulgar nada’ – pelo contrário. Os frades precisam ver, saber, conhecer aqui, seja por meio de fotos, textos, vídeos.  Nós até temos um informativo na Custódia, que sai duas vezes por ano. E mandamos para todos os frades do Brasil. Durante esses 6 anos que eu fui Custódio eu sempre vim duas vezes por ano aqui. E peço para todo mundo, todos os Provinciais que venham conhecer a missão, outros frades, irmãos... até coloquei na agenda da visita do Ministro Geral, se tudo der certo para ele vir conhecer aqui. Mas eu sei, que nem todo mundo tem jeito de escrever, construir uma notícia, falta um pouco de formação nisso, mas também não custa nada mandar uma fotografia. Olha quando o frei Messias estava aqui, ele era o que mais mandava foto, não escrevia, mas partilhava o que estamos fazendo. Isso é bom, nos dava uma sintonia com a missão.

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