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13/04/2017 EPC Notícias Quinta-feira Santa – O banquete do amor
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Na quinta-feira Santa, celebramos a última ceia, a última refeição de Jesus. A refeição pascal, judaica, familiar e festiva era o memorial da libertação do Egito. Comia-se ritualmente o cordeiro pascal  como naquela noite, outrora, em que Deus havia tirado os hebreus das mãos do faraó.   Jesus faz o memorial de sua morte e de sua ressurreição, a Páscoa nova na qual a salvação é oferecida a todos. O Cordeiro da Páscoa é ele. Esta refeição é o banquete anunciado pelos profetas, as núpcias de Deus com seu povo.

Nesse dia festivo, canta-se o Glória que havíamos deixado de lado desde o começo da Quaresma, acompanhado do alegre tilintar dos sinos  que depois vão se calar até a Vigília Pascal,  quando haver-se-á de cantar a glória do céu e paz na terra aos homens por ele amados.

Nesta quinta-feira somos convidados a refazer o que Jesus pediu aos apóstolos, naquela ocasião: “Cuidai de fazer todos os preparativos necessários  para nossa refeição pascal”. O Cristo, hoje, não pode se fazer presente entre nós a não ser se uma assembleia  o deseja e lhe prepara a vinda.

A quinta-feira é também o dia do lava-pés. Trata-se de um dos gestos mais fortes que revela a pessoa de Jesus.  Somos convidados a  viver a alegria e a partilha. Tal se dará somente na medida em que tivermos gravada dentro de nós a cena do lava-pés.  Trata-se do anúncio da cruz.

A cerimônia termina com uma procissão festiva para fora do templo  com o pão eucarístico que será colocado à mesa no dia seguinte. Na sexta-feira de manhã, a igreja que, na véspera, estava toda enfeitada  como uma sala de núpcias, agora tem quase a frieza de um túmulo!

 

O Cordeiro imolado libertou-nos da morte para a vida

Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes, bispo

  • N.65-71: SCh123,94-100) 
  • (Séc.II)

Muitas coisas foram preditas pelos profetas sobre o mistério da Páscoa, que é Cristo, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém (Gl 1,5). Ele desceu dos céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-se da nossa natureza no seio da Virgem e se fez homem; tomou sobre si os sofrimentos do homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento, e destruiu as paixões da carne; seu espírito, que não pode morrer, matou a morte homicida.

Foi levado como cordeiro e morto como ovelha; libertou-nos das seduções do mundo, como outrora tirou os israelitas do Egito; salvou-nos da escravidão do demônio, como outrora fez sair Israel das mãos do faraó; marcou nossas almas como sinal do seu Espírito e os nossos corpos com seu sangue.

Foi ele que venceu a morte e confundiu o demônio, como outrora Moisés ao faraó. Foi ele que destruiu a iniquidade e condenou a injustiça à esterilidade, como Moisés ao Egito.

Foi ele que nos fez passar da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, da morte para a vida, da tirania para o reino sem fim, e fez de nós um sacerdócio novo, um povo eleito para sempre. Ele é a Páscoa da nossa salvação.

Foi ele que tomou sobre si os sofrimentos de muitos: foi morto em Abel; amarrado de pés e mãos em Isaac; exilado de sua terra em Jacó; vendido em José; exposto em Moisés; sacrificado no cordeiro pascal; perseguido em Davi e ultrajado nos profetas.

Foi ele que se encarnou no seio da Virgem, foi suspenso na cruz, sepultado na terra e, ressuscitando dos mortos, subiu ao mais alto dos céus.

Foi ele o cordeiro que não abriu a boca, o cordeiro imolado, nascido de Maria, a bela ovelhinha; retirado do rebanho, foi levado ao matadouro, imolado à tarde e sepultado à noite; ao ser crucificado, não lhe quebraram osso algum, e ao ser sepultado, não experimentou a corrupção; mas ressuscitando dos mortos, ressuscitou também a humanidade das profundezas do sepulcro.

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