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12/04/2017 Por Frei Francisco van der Poel, OFM. Notícias Religiosidade Popular na Semana Santa Fr. Francisco van der Poel conta um pouco da sua experiência.
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Na Semana Santa, também chamada Semana Maior, os cristãos comemoram anualmente os sofrimentos, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

As celebrações acontecem na semana depois da quaresma e antes da Páscoa; portanto, a Semana Santa vai do Domingo de Ramos até ao Domingo da Ressurreição. Nomes de cada dia: domingo de Ramos; segunda-feira Santa; terça-feira Santa; quarta-feira Santa; quinta-feira Santa ou Dia de Endoenças; sexta-feira Santa ou sexta-feira da Paixão; sábado santo ou sábado de Aleluia; domingo da Páscoa ou domingo da Ressurreição. Vários cantos populares falam dos dias da Semana Santa, um por um.

A programação da Semana Santa conhece uma rica variação de cidade para cidade. É época de muitas procissões típicas; nestas e também nos quadros vivos notamos a presença de muitas figuras bíblicas, e outros figurantes, que vão desde Adão e Eva, patriarcas, reis e profetas, apóstolos, o Anjo da Amargura, Verônica, Santa Maria Madalena antes da conversão, as três Marias (as três beus), a samaritana, Salomé, os meninos Hebreus, Pilatos e Cláudia, Herodes, o centurião, Nicodemos e José de Arimateia, os soldados da Guarda Romana, os dois ladrões: Gestas e São Dimas e os demônios. Em muitos lugares, é apresentado o Canto da Verônica.

Principais procissões: procissão de Ramos; procissão do Depósito; procissão do Encontro; procissão das Dores; procissão do Enterro ou do Senhor Morto; procissão da Soledade; procissão da Ressurreição ou do Triunfo; procissão do Triunfo de Nossa Senhora. A antiga procissão dos fogaréus sobrevive em poucos lugares. Nas procissões há cumprimento de promessas: andar de pé descalço, carregar pedra, andar um trecho de joelhos.

O mistério da salvação tem cheiro: manjeiricão, alecrim, e outras plantas aromáticas enfeitam os andores e o Senhor Morto e são carregadas nas procissões. Em muitos momentos, o popular e o oficial quase não se separam.

Existem inúmeros costumes populares na Sexta-feira Santa, por ex., rezar pelas almas do cemitério, matar cobras para tirar almas do purgatório, plantar as plantas medicinais.

Há alimentos típicos. Na Quinta-feira Santa, os atores do lava-pés ganham cartuchos com amêndoa torrada. Na Sexta-feira da Paixão, dia de jejum e abstinência, é o bacalhau. No sábado de aleluia, temos os ovos de Páscoa. Em Pernambuco, a bredada é prato típico da Semana Santa.

Grandes cerimônias se realizam em Nova Jerusalém (PE), Goiás Velho (GO), Planaltina (GO), Ouro Preto (MG), Mariana (MG), São João Del-Rei (MG), Prados (MG), Santa Bárbara (MG), Santa Luzia (MG), Catas Altas (MG).

Há participação da banda de música em algumas procissões. Em algumas cidades há orquestras especificamente para acompanhar a música barroca. Na programação consta uma série de sermões tradicionais e bastante frequentados: Sermão das Dores; Sermão do Horto; Sermão do Encontro; Sermão do Calvário; Sermão do Mandato; Sermão das sete palavras; Sermão do Descendimento.

Na Quarta-feira Santa, é cantado o Ofício das Trevas, em algumas igrejas.

Mãos invisíveis podem apedrejar quem olhar para trás nas cerimônias da Semana Santa.

Segundo o folclorista piraporense Domingos Diniz (1996), no rio São Francisco, no encontro de barcos, a expressão 'Semana Santa' é senha entre os remeiros e significa: Comportem-se e não falem palavrão, pois há mulheres a bordo!

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