Santo Franciscano do dia
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Beato Bento de Urbino
29 abr
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Sacerdote da Primeira Ordem Franciscana (1560-1625), beatificado por Pio IX (15-01-1867).

Marco, como se chamou no baptismo, nasceu em 13 de setembro de 1560 da família ilustre dos Passionei. Aos 10 anos ficou órfão. Por ter um feitio ponderado e gostar dos estudos, foi freqüentar as universidades de Perúsia e de Pádua, onde se formou em filosofia e em direito. Depois passou para Roma, para a corte do cardeal João Jerónimo Albani, donde pouco depois teve de se ausentar, por causa de dificuldades da família. Entretanto ia nele surgindo e amadurecendo a vocação religiosa, e aos 23 anos pediu para ser admitido na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. O seu aspecto gracioso e delicado ainda lhe criou alguns obstáculos, superados no entanto por uma tenaz insistência e pelas óptimas qualidades morais do postulante.

Admitido por fim à profissão religiosa, tomou o nome de Bento. Feitos os estudos teológicos necessários, foi ordenado sacerdote e aprovado para o ministério da pregação, a que se dedicou com fervor de alma e simplicidade de palavra. Escolhido como companheiro por S. Lourenço de Brindes para missões entre os Hussitas e os Luteranos da Boêmia em 1599, depressa se viu obrigado a regressar à pátria devido à falta de saúde e à dificuldade em aprender a língua local. Mas continuou a pregar, dedicando-se em especial à formação dos jovens. Desempenhou os cargos de guardião e definidor.

Profundamente humilde, evitava tudo quanto pudesse trazer-lhe qualquer honra. Suportou com paciência e resignação as doenças que lhe martirizavam o frágil corpo, quase reduzido a pele e ossos. Mesmo assim, flagelava-se com disciplinas de ferro e usava cilício à cintura. Alimentava-se mal, andava sempre descalço, dormia pouco, só destinava longas horas à oração, à pregação e ao confessionário. Sentia prazer no sofrimento, porque o sofrimento o assemelhava a Cristo Crucificado. Considerava a dor como garantia da felicidade eterna. Com antecedência predisse o momento da morte, que esperou sereno e alegre como o seu seráfico Pai.

Ao aproximar-se a última hora, pediu o viático e a unção dos doentes, que recebeu com inteira lucidez e profunda piedade. Na tarde de 30 de abril de 1625, plácido e sereno, entregou a alma nas mãos do Senhor, em Fossombrone, no convento de Montessacro, onde ainda hoje o seu corpo é venerado. Contava 65 anos, 41 deles passados na Ordem franciscana no exercício das mais heroicas virtudes. Os seus funerais foram uma solene manifestação de piedade e veneração pública. Vários milagres tornaram glorioso o seu sepulcro.

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